O EGO NÃO É SEU INIMIGO


O Ego é a nossa consciência. Seu Ego é Você. 

O Ego (Você) é responsável por equilibrar as necessidades do corpo com as exigências da realidade externa, tendo como conselheiro seus ideais morais. 
Exemplo:
Você está num local público rodeado por outras pessoas e sente uma coceirinha na bunda (hehe). 
Necessidade do corpo: a coceira.
Exigência externa: comportamento socialmente aceitável. 
Ideais morais: é feio um adulto coçar a bunda na frente de outras pessoas. 
Se você for uma pessoa mais rígida, irá reprimir o impulso até que a coceira passe. Se você for mais descontraído, vai se coçar discretamente, sem se importar que somente uma ou duas pessoas vejam. 
Entre as necessidades do corpo também estão incluídas nossas emoções, pois elas são estimuladas por nossas interações com o ambiente externo. 

O Ego não é uma máscara que esconde quem somos. É mais parecido com uma máscara de gás que nos permite respirar em sociedade. E através de nossos defeitos e qualidades mostramos ao mundo se estamos bem ou adoecidos psicologicamente. 
Uma pessoa preguiçosa é fortemente criticada pela família e sociedade, mas a causa por trás desse comportamento pode ser uma grande insatisfação com o trabalho ou a vida pessoal. Um preguiçoso feliz usa a inteligência para diminuir suas responsabilidades ou encontrar formas prazerosas de trabalhar. Um preguiçoso infeliz tende a procrastinação, desânimo e, muitas vezes, desenvolve uma depressão. 

O Ego (Você, sua consciência) não nasce pronto e vai se desenvolvendo ao longo da vida. O conhecimento e o autoconhecimento são ferramentas essenciais para expansão da nossa consciência e formação de um Ego fortalecido. 

Jung dizia: "você é o que você faz, não o que você pensa ou diz que vai fazer". 

Vou usar eu mesma como exemplo: atualmente sou escritora amadora, cuidadora das minhas sobrinhas, dorminhoca e buscadora de conhecer a mim mesma. Essas definições não me limitam, mas são a realidade do que estou vivendo agora. No futuro eu poderei fazer atividades diferentes, adotar outros hábitos, mas nesse momento da minha vida essas são as coisas que eu preciso fazer. E isso não me impede de usar minha criatividade, ter hobbies e desenvolver habilidades humanas, como a empatia e o respeito ao próximo. 

Identificar o que nos define através de nossas ações nos ajuda a ter mais consciência sobre nosso comportamento diante de nossas responsabilidades. Em vez de se auto definir como "um ser de luz" ou "ninguém" ou qualquer outra coisa abstrata, devemos olhar para nossa realidade e avaliar nossas ações. A arrogância leva a atitudes desrespeitosas. Essas ações são um bom ponto de partida para uma autoavaliação, caso a pessoa tenha o desejo genuíno de expandir sua consciência e construir um ego mais saudável. 
Somos um corpo com necessidades físicas e emocionais. Se existe um espírito em nós, ele depende do nosso corpo para viver as experiências que o levará à evolução, ou seja lá qual a missão que ele tenha que executar na terra. 

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Lara Simão 

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