AUTOAJUDA


Quando eu era jovem gostava muito ler, mas me recusava a ler livros de autoajuda. Eu não tinha uma opinião própria, pois nunca havia lido nada desse gênero. Meu preconceito era baseado apenas em piadas que eu lia nas redes sociais, ditas por outros leitores.

Quando mais velha, depois de iniciar meu processo de autoconhecimento, mudei o tipo de livros que eu lia. Passei a ler livros de psicologia junguiana, ouvir audiobooks motivacionais e a assistir palestras de uma filósofa bem conhecida na Internet. 

Um dia, minha filha comprou o livro "A sutil arte de ligar o f*da-se". Foi um livro que me surpreendeu, pois não era uma ficção ou um assunto acadêmico. Era o relato íntimo e pessoal de uma pessoa comum. Logo depois eu li "A guerra da arte", que segue a mesma linha de livros de autoajuda. Um relato pessoal sobre dificuldades e superação. 

Eu sei que deve existir muitos livros de autoajuda ruins. Pessoas oportunistas querendo ganhar dinheiro vendendo esperança, ou pessoas tentando criar uma receita para algo milagroso e inexplicável que aconteceu em suas vidas. Mas em todos os gêneros literários, de filmes ou outras formas de compartilhar uma história, haverá conteúdos de baixa qualidade ou com intenções duvidosas. Mas isso não anula a importância da produção do conteúdo, incluindo livros de autoajuda. 


Ler um livro de autoajuda na juventude teria sido uma importante influência positiva na minha autoestima. Que eu só recebi depois de adulta, quando tive coragem para abandonar um velho preconceito e experimentar algo novo. Eu teria descoberto que pessoas de boa família e vivendo em boas condições, também podem desenvolver defeitos e sofrer com limitações semelhantes às minhas. Se pessoas com uma vida boa cometem erros, então tudo bem eu também cometer erros. E mais ainda, a descoberta de que é possível mudar ou criar estratégias para conviver com o que não tem solução. 


Eu não sou uma leitora assídua, mas gosto de ler vez ou outra. Depois que avancei no meu processo de autoconhecimento, passei a achar a história das pessoas comuns muito mais interessantes. Um livro que me também me influenciou profundamente foi "Quarto de despejo". Um relato verdadeiro de uma mulher brasileira muito pobre, publicado em 1960. Não é autoajuda, mas a coragem e a dignidade em que a autora Carolina Maria de Jesus enfrenta os desafios e suporta as dificuldades, me encorajou a não desistir dos meus projetos e a perder o medo de não ser tão boa naquilo que eu sonho fazer. 

Aprendemos com exemplos. E um livro de autoajuda ou uma biografia pode ter os exemplos que se alinham com o que o nosso cérebro deseja para nossa realidade.


Vou deixar o link dos livros que citei, caso você queira dar uma olhada. São todos links da Amazon. Clique no título do livro para acessar o site:

A Sutil Arte de Ligar o F*da-se - Mark Manson

A Guerra da Arte - Steven Pressfield (INDISPONÍVEL)

Quarto de Despejo - Carolina Maria de Jesus

Meu ebook: 111 Maneiras de Conviver com o Desânimo 


Livros de autoajuda, apesar de venderem muito e alguns livros se tornarem raros e inacessíveis, ainda assim são muito criticados e minimizados. Mas conhecimento é poder, e conhecimento sobre si mesmo, é um poder maior ainda. 

Espero que você também encontre os exemplos que precisa para ajudar a aumentar sua consciência sobre si mesmo e criar formas de ser mais feliz sendo quem você é. 


Lara Simão 

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