COMO A MÍDIA ESCOLHE NOSSAS ROUPAS E INFLUENCIA NOSSO COMPORTAMENTO?
Mídia são os meios de comunicação de massa, como televisão, rádio, cinema, internet, redes sociais, etc. Ela desempenha um papel fundamental na disseminação de informações, na formação da opinião pública, na educação e na influência sobre os comportamentos e atitudes das pessoas.
Mega corporações influenciam a cultura e o comportamento dos consumidores através da mídia. A insatisfação é a melhor forma de garantir que nós, a massa, continuemos consumindo inconscientemente.
COMO A MÍDIA ESCOLHE NOSSAS ROUPAS?
Você vê seu parceiro hipnotizado pelas personagens bonitas e sensuais. Então você tenta competir, tentando ficar mais bonita e mais sensual. Então a indústria do entretenimento traz novos rostos, mais jovens e mais sensuais. Se torna uma luta contra o tempo.
COMO A MÍDIA INFLUENCIA NOSSO COMPORTAMENTO?
Você não consegue vencer o sabor da novidade que é oferecido pela mídia. Então você se torna subserviente para compensar o envelhecimento inevitável. E todas as mulheres jovens, bonitas ou sensuais se tornam suas inimigas.
Você adere campanhas pro elegância e critica a vulgaridade na moda feminina, mas os homens continuam consumindo conteúdos com mulheres hipersexualizadas.
Mas se você expõe a manipulação da mídia e as injustiças que as mulheres sofrem numa sociedade machista, você é taxada de feminista. Então você se cala e esses assuntos não são discutidos, contribuindo para permanência desse sistema.
Talvez a solução seja parar de competir contra a perfeição imposta pela mídia e buscar ser feliz de verdade. Mesmo que isso signifique ficar sozinha. Se pararmos de tentar imitar as personagens de filmes, os homens também irão aprender a separar ficção da realidade.
Os homens desenvolveram a arte da conquista para ganhar a confiança de uma mulher sem recorrer a força física ou negociar um casamento. Certamente eles desenvolverão uma forma de se relacionarem melhor com mulheres reais.
A CONSCIENTE MARGOT ROBBIE
No filme "Esquadrão Suicida", de 2016, Margot Robbie interpreta uma Harley Quinn hipersexualizada. Mas a atriz não deixou por isso. Em "Aves de Rapina", filme de 2020, ela produziu e protagonizou uma versão de Harley Quinn que era muito mais "maluca" e bem menos "sexy" do que a versão de "Esquadrão Suicida". E nessa versão da personagem o filme é direcionado, principalmente, para o público feminino, revelando uma preocupação da atriz em usar sua imagem, influência e dinheiro para inspirar mulheres.
No filme "Barbie", de 2023, a atriz Margot Robbie decepcionou seus fãs machistas, homens e mulheres, ao interpretar uma mulher que não cede aos caprichos de um homem só porque ele está apaixonado.
Nossa sociedade supervaloriza os sentimentos masculinos, como se o amor que um homem sente fosse mais verdadeiro e profundo do que o amor que uma mulher sente. E por isso, ter um marido é considerado uma conquista por si só, eximindo o homem das outras obrigações do casamento, como fidelidade, lealdade e respeito à parceira. Enquanto que o amor da mulher nunca é o suficiente e ela deve provar que merece ter um marido através de uma postura submissa e permissiva.
Margot Robbie pode ter perdido a admiração de muitos fãs machistas, mas ela ajudou a promover uma mensagem que muitas mulheres precisavam ouvir, a de que está tudo bem em não conseguir atender as expectativas da família, dos homens e da sociedade. Porque elas são inalcançáveis!
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PS2: na primeira vez que publiquei esse texto, eu citei o patriarcado como grande manupulador por trás da mídia. Mas depois eu me dei conta de que estava errada. Eu respeito e admiro muitos homens que me influenciam positivamente. Então é errado culpar todos os homens por uma manipulação que é feita por um pequeno grupo de exploradores. E que nesse grupo há muitas mulheres que também se beneficiam com a infelicidade e competitividade que domina a vida do indivíduo comum, tanto homens quanto mulheres. Por isso alterei meu texto, para me retratar.
PS1: não acho errado mulheres usarem roupas curtas, acho errado DESRESPEITAREM uma mulher só por causa das suas roupas. Mulheres evangélicas que só usam saias longas também são criticadas. Então temos que praticar a empatia com as mulheres, independente de suas roupas.
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Lara Simão
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