SAINDO DA MATRIX
Matrix, entre muitas interpretações, são como sistemas operacionais autônomos que geram padrões de comportamentos. Esses padrões vão sendo internalizados em nosso cérebro ao longo da vida, como se fossem programas de computador. Quanto mais programas, mais lento fica o funcionamento da máquina.
Por isso é necessário abrir mão de alguns padrões inúteis, para fazer melhor uso dos padrões essenciais.
Exemplos de padrões que paralisam ou atrasam nosso desenvolvimento como seres humanos:
NÓS x ELES
Branco x Negros
Homens x Mulheres
Religiosos x Ateus
Direita x Esquerda
Ricos x Pobres
Também sofremos com a competitividade no trabalho, rivalidade entre torcidas, fã-clubes, etc.
Devemos combater o preconceito, respeitar o direito à vida, respeitar as crenças e os questionamentos alheios, cobrar os políticos, exigir condições de trabalho mais justas, combater a desigualdade social e a fome. E não combater nossos familiares, amigos, colegas de trabalho...
Temos que tratar nossa saúde mental, pois somos crianças traumatizadas vivendo incoscientemente como zumbis.
Temos que reduzir a taxa de natalidade mundial, pois há tantas crianças no mundo que elas estão sendo usadas como objetos pelos adultos. Sejam por pais negligentes que se apoiam emocionalmente em seus filhos, ou criminosos que usam as crianças para satisfazer seus desejos perversos.
VÍCIOS
Vícios são distrações que aliviam o desconforto gerado por nossos traumas. Uma briga no trabalho ou cena perturbadora de um filme pode ser gatilho de traumas inconscientes. A lembrança da situação está bloqueada, mas o cérebro não tem controle sobre as emoções. Então o corpo fica desconfortável e as emoções desreguladas, gerando muita agressividade, preocupação ou tristeza (estresse, ansiedade e depressão). Para aliviar todo esse desconforto, buscamos distrações prazerosas e isso se torna um mau hábito: o vício.
No início gera alívio, mas não removemos os geradores de gatilhos e nem investigamos a causa de nossos desequilíbrios. Então, para sentir prazer, precisamos aumentar a quantidade ou intensidade da distração: álcool, pornografia, masturbação, comida industrializada, filmes violentos, redes sociais, compras compulsivas, etc.
Abandonar a competitividade e vícios não é tarefa fácil. A competitividade nos da uma falsa segurança. A ideia de que temos um grupo para nos apoiar ou, estando sozinho, a vitória vai atrair a admiração e aceitação em um novo grupo. Já os vícios nos dão uma falsa sensação de bem-estar, num corpo infeliz que muitas vezes deseja a morte e o cérebro doente não consegue bloquear esse desejo, causando assim os pensamentos intrusivos.
IDOLATRIA
Outro comportamento destrutivo em nossas vidas é a idolatria. Veneramos personagens perversos, artistas famosos, políticos, chefes ou qualquer pessoa que desfrute de privilégios que gostaríamos de ter. Porém, não avaliamos seus comportamentos e ideias que disseminam. Nossos desejos passam a serem influenciados por esses ídolos.
Consumismo inconsciente: gastando dinheiro ou fazendo dívidas para comprar os produtos vinculados aos ídolos, ou tentando se parecer com eles.
Comportamentos extremos: para defender o político, líder religioso ou qualquer ídolo de ideologias.
Comportamento permissivo: sacrificando o próprio bem-estar para agradar o chefe ou qualquer outra pessoa em posição de poder num determinado grupo.
Esses são alguns assuntos que devemos abordar e popularizar na internet. Pois a indústria da mídia, tv, rádio, cinema, que servem de propaganda para as marcas, não se beneficia em combater esses problemas. A rivalidade gera desejo por vitória. "Vencer na vida" é sinônimo de TER mais do que outras pessoas: dinheiro, bens, beleza, títulos, status...
Nunca se refere ao SER: responsável, respeitoso, tolerante, gentil, moderado, disciplinado...
Talvez a pílula vermelha seja uma fantasia que criamos para lidar com a realidade. E tudo bem fazer isso, estamos todos buscando a felicidade. Apenas devemos tomar cuidado para não cair em uma ilusão que reforce padrões tóxicos e nos impeça de ver o lado bom da vida.
Lara Simão

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